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Bem me quer, mal me quer: um romance não tão romântico

30 abr

BMQ

O post de hoje traz mais uma dica de filme. Dessa vez é um romance, afinal até a mulher menos romântica desse mundo, uma vez ou outra acaba se rendendo ao gênero. Em período de TPM então, o risco é maior ainda. Para não cair na cilada de escolher na pressa qualquer romancezinho bobo e se decepcionar, a sugestão é o longa metragem francês Bem me quer, mal me quer.

Na verdade ele é um romance bobo…mas só no começo. Quem gosta de uma história com mais elementos além do clichê mocinha + imprevisto + mocinho = amor, pode ficar tentado a parar de ver o filme.  Principalmente quando identifica a protagonista da história: Audrey Tautou. Qual o problema nisso? Afinal foi ela quem fez o tão comentado filme O fabuloso Destino de Amélie Poulain, não é? Perdoem-me os fãs da eterna Amélie, mas como vocês conseguem aguentar aquela cara de maria mijona? Não tem um personagem em que ela não fique com jeitinho de cachorro que foi abandonado na BR. Talvez por isso tenha se encaixado tão perfeitamente na protagonista de Bem me quer, mal me quer, a apaixonada Angélique.

Carinha de apaixonada

Carinha de apaixonada

Todo mundo conhece uma Angélique. Sabe aquela garota que mal se relaciona com um cara e já se apaixona loucamente? Ela acorda pensando nele, passa o dia pensando nele e dorme pensando nele. Todos os seus gestos são para agradar o ser amado. Não consegue passar em frente à uma lojinha de presentes sem comprar algo para ele, não se concentra mais no trabalho, passa o dia esperando a sua ligação e todos os planos para o futuro incluem o rapaz. Se você não tem uma amiga ou conhecida assim, provavelmente é você a Angélique.

É desse jeito a “mocinha” de Bem me quer, mal me quer. Uma doce artista plástica com uma paixão desmedida pelo cardiologista Loïc (Samuel Le Bihan).  Pra piorar, parece que o médico não alimenta todo esse amor por Angélique. Essa é a opinião dos amigos da artista, que tentam de várias maneirar diminuir o entusiasmo da garota com a relação.

Angélique e seu amado,  Loïc

Angélique e seu amado, Loïc

Loïc é casado e a sua mulher está grávida de cinco meses, mas irá largá-la para se casar com Angélique. Pelo menos é nisso em que a artista acredita e, esperançosa, ela marca uma viagem romântica para Florença com o amado. Mas ele não aparece e nem retorna as ligações de Angélique. Simplesmente desaparece.

Por alguns segundos, dá até para ficar com dó da garota. Pelo ponto de vista de Angélique e dos seus amigos, o médico é um monstro. Mas assim como em uma cobertura jornalística, há de se observar todas as versões do fato. É aí que a história começa a ser recontada, mas dessa vez pelo ponto de vista de Loïc.

Ô dó...

Ô dó…

Nesse instante, o conto de fadas da roteirista e diretora Laetitia Colombani, começa a parecer mais com um suspense. A obsessão de Angélique pelo cardiologista, choca o espectador a cada momento. Agora ela não é assim tão doce e nem uma garota apaixonada comum. A verdade é subjetiva. Assim como a beleza, ela está nos olhos de quem vê.

Uma história bem contada e montada, com um final surpreendente. Vale comer aquela barra de chocolate guardada para os dias de TPM, enquanto assiste a esse “romance”.

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