Algumas verdades sobre feminismo e machismo

21 abr
Nós podemos fazer isto!

Nós podemos fazer isto!

Volta e meia algum acontecimento atrai a atenção da mídia e das pessoas e traz à tona velhos questionamentos sobre como homens e mulheres devem se comportar perante a sociedade. O último foi a atitude do diretor teatral Gerald Thomas ao enfiar a mão por baixo do vestido da ex panicat Nicole Bahls. Discussões acaloradas foram travadas sobre o assunto e o próprio Pânico na Band, programa onde a garota trabalha, aproveitou-se da situação e mostrou supostas feministas protestando na porta da emissora. Mas o questionamento desse post não é sobre a atitude do diretor, já comentada exaustivamente, e sim como muitas das pessoas envolvidas nas discussões não tinham o menor conhecimento sobre o que estavam discutindo: feminismo e machismo.

Supostas feministas em protesto na frente da Band

Supostas feministas em protesto na frente da Band

Logo no início do programa, foi mostrado um grupo de mulheres que estava protestando na frente da emissora. Segundo o apresentador do Pânico, elas seriam “feministas mais radicais” e estavam revoltadas com o diretor Gerald Thomas. As mulheres, visivelmente alteradas, apenas xingavam o diretor e não explicavam o motivo da atitude dele ser considerada errada pelo grupo. A única pergunta feita pelo repórter do programa às feministas foi “você está aqui desde que horas?”, respondida por uma delas com “desde as 7 horas da manhã”. O programa acontece durante a noite de domingo.

A manifestação mostrada pelo programa não convenceu. Muitos acharam a mobilização fake, forjada para causar mais polêmica e conseguir audiência. Mesmo assim, a matéria contribuiu para fortalecer a imagem deturpada que se tem do feminismo: mulheres revoltadas, recaldas, desocupadas e mal amadas. “Elas estão reclamando por que não são gostosas como a Nicole Bahls”, “essas feministas são tudo feia e revoltada mesmo”, “é muita falta do que fazer”, foram alguns do comentários postados nas redes sociais sobre o assunto.

Direitos iguais para homens e mulheres

Feminismo: direitos iguais para homens e mulheres

Pra comecar, o que seriam “feministas mais radicais”? Pessoas feministas buscam direitos e deveres iguais para homens e mulheres. Como alguém pode ser feminista mais ou menos radical? Não tem uma gradação para isso. Ou a pessoa acredita em direitos iguais para os sexos, ou não.  Reparem: pessoas. Não apenas mulheres. Sim, homens também podem ser feministas. Assim como mulheres também podem ser machistas. E como são…Quando a mãe manda a filha lavar a louça, enquanto o filho vai jogar videogame. Quando vigia e reprime a vida sexual da filha, mas incentiva o filho a “pegar” as menininhas. Quando repreende a filha por seu quarto desarrumado, mas acha normal o do garoto estar uma zona, afinal “isso é coisa de homem”.

Mulheres também podem ser machistas

Mulheres também podem ser machistas

Mulheres feministas também podem ser vaidosas. Uma coisa não exclui a outra. Elas apenas mostraram como adereços usados pelas mulheres podem ser símbolos da repressão imposta à elas. Essa imposição é o problema, pois o feminismo defende o direito à liberdade de escolha da mulher. Se ela quiser pintar as unhas, alisar o cabelo, usar maquiagem ou salto alto, não virará uma inimiga do feminismo.

Feminismo: direitos iguais para homens e mulheres

Homem também pode ser feminista. Foto: Nanni Rios

O feminismo, como alguns ainda pensam, não prega a superioridade da mulher em relação ao homem. Ele prega a liberdade de escolha, como já foi dito acima. Essa liberdade se expande também aos homens. Quem acredita no feminismo, não crê em conceitos pré-estabelecidos sobre o que é coisa de homem e o que é coisa de mulher. Homem pode usar rosa e gostar de dançar. Mulher pode jogar futebol e gostar de sexo.

Feminismo não é o contrário de machismo. O machismo sim, defende os direitos e atitudes dos homens baseado na superioridade do sexo masculino. O pensamento machista considera normal uma mulher ganhar menos que o homem, mesmo exercendo uma tarefa igual. Ou crê que tarefas domésticas são obrigação da mulher, podendo o homem “ajudar” ou não, de acordo com a sua generosidade. Ou rotula mulheres como vagabundas ou “pra casar”.

Para os homens que acham legal "canta"r as mulheres no meio da rua.

Para os homens que acham legal “cantar” as mulheres no meio da rua

E esse pensamento machista é muito perigoso. É ele o principal responsável pelos casos de violência doméstica no Brasil, segundo o Ministério Público. Em 46% dos casos, homens agridem suas mulheres por conta do machismo. Isso sem falar nos inúmeros casos de estupros que ocorrem todos os dias no mundo, ainda “amenizados” com os discursos de “ela provocou”, “ela não se deu ao respeito”, “quem sai vestida daquele jeito quer isso mesmo”. O feminismo, ao contrário, não produz vítimas.  Tampouco, culpados.

feminista

Roupa curta não é motivo para assédio

Será que você é feminista?

Você concorda que:

  • Mulheres devem receber o mesmo valor que homens para realizar o mesmo trabalho?
  • Mulheres devem ter direito a votar e ser votadas?
  • Mulheres devem ser as únicas responsáveis pela escolha de suas profissões, e que essa decisão não pode ser imposta pelo Estado, pela escola nem pela família?
  • Mulheres devem receber a mesma educação escolar que os homens?
  • Cuidar dos filhos deve ser uma obrigação de ambos, o pai e a mãe?
  • Mulheres devem ter autonomia para gerir seus próprios bens?
  • Mulheres devem escolher se, e quando, se tornarão mães?
  • Mulheres não devem sofrer violência física ou psicológica por se recusar a fazer sexo ou por desobedecer o pai ou marido?
  • Tarefas domésticas são de responsabilidade dos moradores da casa, sejam eles homens ou mulheres?
  • Mulheres não podem ser espancadas ou mortas por não quererem continuar em um relacionamento afetivo?

Se marcou sim em todas ou quase todas… Sim, você é feminista!

(Teste adaptado de um original da Cynthia Semiramis.)

Saiba mais sobre o feminismo:

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Retratos da real beleza: você é mais bonita do que pensa

15 abr

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Você se considera uma pessoa bonita? Ou é autocrítica demais com seus defeitos? Segundo a Dove, a maioria das mulheres não consegue enxergar as próprias qualidades físicas e até aumentam os defeitos, mas consegue valorizar o que outras mulheres têm de  belo e elogiá-las. O documentário “Retratos da Real Beleza” lançado hoje no Brasil, EUA, Canadá e Austrália, mostra exatamente isso:  como somos exageradamente críticas com a nossa aparência.

Em 2011, a própria Dove realizou uma pesquisa para saber o nível de satisfação das mulheres com a própria aparência. Resultado: apenas 4% delas se considerou bela. Desde  1992, a empresa tem como mote de sua campanha publicitária a valorização da beleza natural de cada mulher. Seguindo essa linha, surgiu a idéia do documentário. A proposta era criar algo que levantasse a autoestima das mulheres.

O documentário mostra uma experiência feita com 7 mulheres. O artista forense do FBI, Gil Zamora, responsável por mais de 3 mil retratos falados em seus 28 anos de carreira, foi convidado para produzir o retrato falado das participantes. Elas ficaram escondidas atrás de uma cortina e foram descrevendo  como se enxergavam: cor do cabelo, formato dos olhos, do queixo, nariz, marcas de expressão. Um segundo retrato falado também foi feito por Gil Zamorra. Dessa vez com descrições dadas por outras pessoas, que conheceram as mulheres da experiência pouco antes da sessão para criar o desenho com suas características.

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Artista forense do FBI criando o retrato falado

A maioria dos retratos descritos pelas 7 mulheres mostrava pessoas carrancudas, fechadas e com os defeitos colocados em evidência, enquanto os descritos por desconhecidos, mostraram mulheres bem mais belas, simpáticas e surpreeendemente, mais próximas à realidade física das participantes da pesquisa. “Quando fui convidado para participar no filme de Dove, não havia pensado que os resultados seriam tão distintos. O que me marcou foram as reações emocionais que as mulheres tiveram quando viram os dois retratos lado a lado. Acho que elas perceberam que esta autopercepção distorcida afetou partes de suas vidas e as escolhas que fizeram”, afirmou Gil Zamorra.

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Diferença entre como as mulheres se enxergam e como os outros as enxergam

Para a gerente de marketing da Dove, Denise Door, essa experiência contradiz  a opinião de que a mídia e a publicidade são as responsáveis por fazerem as mulheres se sentirem mais pressionadas para serem belas. As principais responsáveis seriam elas mesmas. Essa opinião parece um pouco irônica, afinal a mídia e a própria Dove, como marca atuante nos meios de comunicação,  procurou fortalecer ao longo dos anos os estereótipos impostos pela sociedade. Ou teria sido a mídia a impor esses estereótipos? Provavelmente esta questão é uma via de mão dupla.

No entanto, o estereótipo do momento é não estereotipar. A procura pelo politicamente correto e a valorização do ser humano, independente de características físicas, sexuais, políticas ou religiosas, está em alta. A Dove percebeu essa mudança de pensamento antes de outras empresas. A marca realizou várias pesquisas ao longo dos anos e notou “como as mulheres estavam insatisfeitas com a própria beleza e com os padrões estabelecidos pela mídia”, segundo palavras da própria gerente de marketing da Dove.

Talvez uma outra abordagem fosse mais eficaz, ao invés de tentar impor às consumidoras um padrão de beleza impossível de alcançar e consequentemente, criar essa insatisfação. Foi o que a Dove fez em 1992, quando colocou no ar campanhas com testemunhos de mulheres consideradas fora do padrão . Desde então, outras campanhas da marca trouxeram mulheres que representam  a diversidade de formas, tamanhos e idades.

Essas observações, contudo, não diminuem a importância do documentário criado pela Dove, em parceria com a agência Ogilvy Brasil. Mostrar como nós mulheres nos preocupamos demais com pequenos defeitos, muitas vezes sequer notados por outros, e fazemos disso um grande problema em nossas vidas, é sempre válido.

A campanha  já está disponível no hotsite e no Facebook da Dove. Ela também será veiculada nas principais redes de cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba, em Pay TV e no YouTube.

Vídeo da campanha:

Não usar sutiã pode ser melhor para a saúde da mulher

11 abr
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De acordo com médico, sutiã é uma falsa necessidade

Um acessório muito conhecido das mulheres seria inútil e até prejudicial à saúde delas. Segundo o estudo feito na França, o abandono do sutiã teria reduzido as dores nas costas das mulheres que participaram da pesquisa e ajudado a endireitar os seus seios, sem deixá-los caídos. A peça é usada desde antes de cristo para diminuir os efeitos da gravidade e deixá-los com uma aparência mais atrativa.

Para chegar à essa conclusão, a equipe de Jean-Denis Rouillon, do Centro Hospitalar Universitário de Besançon, acompanhou 130 mulheres dispostas a não usar sutiã durante anos e avaliaram os seus efeitos. Para o médico, os resultados indicam que o sutiã não é necessário. “É uma falsa necessidade. O seio não se benefica do apoio e até se atrofia”, explicou Rouillon.

Depois de expor esse resultado polêmico, o médico ressaltou que sua conclusão ainda não pode ser considerada um prova científica definitiva contra o sutiã. “Os resultados são preliminares e foram obtidos com um recorte de população que não representa a população geral do mundo”, disse.

Sem contar que o estudo se refere ao ponto de vista médico, fisiológico e anatômico e não leva em consideração aspectos de moda. Então antes de sair queimando os sutiãs, vamos conhecer um pouquinho da história desse acessório tão importante na vida das mulheres.

De torturador a amigo da mulher: a história do sutiã

Colocar o espartilho era trabalhoso. Respirar com ele, ainda mais.

Colocar o espartilho era trabalhoso. Respirar com ele, ainda mais.

A busca por uma maneira de evitar o efeito da gravidade acompanha as mulheres há milênios. Na Ilha de Creta, em 2000 a.C, elas usavam tiras de pano para modelar os seios. Gregas e romanas também deram seu jeitinho improvisado, enrolando-os para que não balançassem e enfaixando- os para diminuí-los. Mas o grande precursor do sutiã foi mesmo o espartilho. Inventado no século XVI, o espartilho era apertado, rígido, sufocante. Sua matéria prima era a barbatana de baleia e continha vários cordões, feitos para apertar os seios. O aperto era tão grande, que muitas mulheres chegavam a desmaiar por falta de ar. Nada assustador para a época: a visão da mulher frágil era valorizada e alguns homens até gostavam ao verem suas donzelas necessitando de socorro.

A tortura só foi acabar na primeira década do século XX.  Em 1889, uma francesa chamada Herminie Cadolle cansou-se dos apertados espartilhos e cortou a parte de cima deles, criando o sutiã. No entanto, o acessório só apareceu para a socidade através da norte-americana Mary Phelps. A socialite queria usar uma roupa e como o espartilho não caía bem, confeccionou uma espécie de porta-seios tendo como material dois lenços, uma fita cor-de-rosa e um cordão. A invenção fez sucesso e a socialite começou a produzir a peça para algumas amigas. Em 1914, resolveu patentear a criação.

Modelo do sutiã patenteado por Mary Phelps

Modelo do sutiã patenteado por Mary Phelps

Esse primeiro sutiã tinha como função achatar os seios, mas a partir dos anos 30 a silhueta feminina voltou a ser valorizada e o desejo feminino era ter seios empinados. Em 1935, foram criados os primeiros sutiãs com bojo e estruturas de metal para aumentar as mamas, tão criticados atualmente por “iludirem” os amantes de seios fartos.

Sutiãs com bojo e estruturas de metal para deixar os seios empinadinhos

Sutiãs com bojo e estruturas de metal para deixar os seios empinadinhos

Em 1952 foi criado o náilon, deixando as peças mais leves. Mulheres curvilíneas continuavam valorizadas e a atriz Marilyn Monroe era o símbolo desse corpo perfeito. Por isso o sutiã mais cobiçado era o very secret: feito com duas almofadas de ar finas, criava o efeito de seios globo, fartos e redondos. Outro modelo de sucesso foi o sutiã peito-de-pombo, no qual o corte aproximava e levantava os seios.

Exemplos de sutiãs dos anos 40 e 50

Exemplos de sutiãs dos anos 40 e 50

Nos anos 60 e 70, alças elásticas e reguláveis foram adicionadas aos modelos de sutiã.  Os fabricantes do acessório começaram a perceber o grande nicho de adolescentes em busca do seu primeiro porta-seios e a criar tipos mais simples e com estampas românticas. Foi a partir daí que as lingeries começaram a ser feitas com tecidos transparentes e rendas. Também foi essa a época do auge do feminismo. O sutiã foi considerado um dos símbolos da repressão masculina e em 1968, algumas mulheres realizaram o protesto conhecido como A Queima dos Sutiãs, onde cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) se manifestaram contra a realização do concurso de Miss America, em Atlantic City.  Os sutiãs na verdade nunca foram queimados. Elas apenas colocaram sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros “intrumentos de tortura”, amontoados em praça pública.

Ativistas na queima dos sutiãs

Ativistas na queima dos sutiãs

A partir da década de 80 surgiu o material mais usado nos sutiãs atualmente: a lycra. Feito com fibras naturais e algodão, o tecido proporcionou maior ajuste ao corpo e mais conforto para quem veste a peça. Na passagem dos anos 80 para os 90, a cantora Madonna revolucionou a maneira de usar sutiã. Apareceu com um corset de Jean Paul Gaultier na turnê Blond Ambition, lançando o conceito “outwear”: bodies, bustiês, corpetes e sutiãs viraram roupas de sair. Nos anos 90, o conforto passou a ser ainda mais valorizado. Os tecidos ficaram mais finos, como se fossem uma segunda pele e surgiram os modelos sem costura, além da lingerie esportiva. Novas fibras como tactel e microfibra foram incorporadas à lycra e ao algodão.

Madonna e seu Jean Paul Gaultier

Madonna e seu Jean Paul Gaultier

A palavra que define o sutiã nos anos 2000 é tecnologia. Ela invadiu o segmento e a modelagem ficou mais sofisticada. A indústria passou a criar modelos específicos para cada tipo físico da mulher. Bojos ganharam bolhas estrategicamente situadas para aumentar e modelar os seios pequenos e médios,  peças com recortes capazes de diminuir os peitos grandes foram feitas especialmente para as próteses de silicone.

Anos 2000: sutiãs com várias modelagens, para vários tipos de mulher.

Anos 2000: sutiãs com várias modelagens, para vários tipos de mulher.

A partir dos modelos hight- tech, a peça deixou de ter apenas objetivo estético. Passaram a integrar aparatos tecnológicos, com diversas funções. É o caso de um sistema de sutiã e calcinha criado por uma estudante de doutorado dos Estados Unidos. O conjunto permite jogar videogame através de controles ativados pela pressão em determinadas partes das peças.

Com um objetivo digamos, mais nobre, está em desenvolvimento o First Warning Systems, um sutiã esportivo e “inteligente” com a capacidade de detectar anomalias nos seios, como o câncer de mama. Ele foi testado em 650 mulheres e conseguiu diagnósticos com 90% de precisão. Percentual maior que o da mamografia, com 70% de acerto. Abaixo, vídeo fala sobre o funcionamento do sutiã e a sua importância no diagnóstico do câncer de mama.

 

Estudo afirma: Elas preferem homens com pênis grande

9 abr

Algumas disfarçam, falam que esse fator não influi no prazer, outras dizem não ter opinião sobre o assunto, mas uma pesquisa confirmou: as mulheres preferem homens com pênis grande. Se o homem for alto, aí a expectativa em relação ao tamanho do órgão sexual é ainda maior. Mas então qual seria um tamanho considerado pequeno ou grande? E o tamanho do órgão sexual masculino influi ou não no prazer da mulher?

O estudo foi feito por cientistas da Australian National University, localizada em Camberra, capital da Austrália. As características da genitália masculina foram relacionas com dois outros traços que mostraram ser fatores importantes na escolha dos parceiros pelas mulheres: altura e proporção entre a largura dos ombros e dos quadris.

Um grupo de 105 mulheres australianas observou 53 imagens em tamanho natural criadas em computador e que misturavam as três variáveis. No total, 343 combinações foram criadas e avaliadas segundo a atratividade causada por elas. As mulheres não sabiam que o principal ponto da pesquisa era o tamanho do pênis em repouso, mas demonstraram preferência pelos modelos maiores. Os outros dois critérios tiveram influência menor na hora da avaliação das mulheres.

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Durante a pesquisa, observou-se que as mulheres passavam mais tempo olhando as imagens com os órgãos sexuais masculinos mais avantajados. Homens mais altos e com os maiores pênis  foram os mais bem avaliados. Segundo Brian Mautz, principal autor do estudo, há uma explicação para isso: “A influência do tamanho do pênis aumenta quanto mais alto for o homem. Isso acontece por uma questão de perspectiva, que faz com que um pênis normal em um homem muito alto pareça menor”.

Os pesquisadores tentaram diminuir ao máximo a influência de outros fatores para que a pesquisa fosse mais conclusiva. Para isso, não colocaram nas imagens características étnicas ou de aparência geral.  Mesmo com um número relativamente baixo de mulheres usadas no estudo, os cientistas acreditam que ela responde se o tamanho é mesmo documento. “Nossa conclusão é de que em alguns aspectos sim, o tamanho do pênis é documento para a atração masculina”, disse Brian Mautz.

Ainda segundo os cientistas, o ser humano é um dos animais com o maior pênis em relação ao tamanho do corpo. A preferência das mulheres por homens mais avantajados pode ser uma das explicações para o fato. Isso por que antes do surgimento do vestuário, o pênis ficava totalmente à vista das potenciais parceiras e ao escolherem os maiores, elas teriam ajudado na evolução do relativamente grande pênis humano.

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Outra pesquisa publicada no Journal of Sexual Medicine no fim do ano passado, vai ainda mais longe: afirma que o tamanho do pênis influi na hora de agradar uma mulher na cama.  A ciência define o tamanho médio do órgão sexual masculino em 14,9 cm, em estado ereto. Para ser considerado pequeno, o pênis precisa medir menos de 7 centímetros,  quando ereto. Após definirem esses valores, os pesquisadores perguntaram se as mulheres tinham mais orgasmos com um pênis considerado pequeno ou um considerado grande. A maior parte delas afirmou que quanto maior o pênis, melhor. Mas essa avaliação se refere apenas aos orgasmos vaginais. De acordo com uma série de artigos publicados no mesmo jornal, uma mulher pode ter orgasmos vaginais e clitorianos. Para a maioria, é mais fácil atingir o clímax através da estimulação do clitóris. Muitas não conseguem chegar ao orgasmo apenas com a estimulação peniana. Estaria aí a vantagem dos homens com pênis maiores. Um pênis maior tem mais habilidade para estimular toda a extensão da vagina e o colo do útero”, afirma Brody, autor da pesquisa.

Mas a responsabilidade de uma mulher  chegar a um orgasmo vaginal  não fica apenas por conta do homem. Segundo um artigo publicado no mesmo Journal of Sexual Medicine, mulheres mais saudáveis, tanto mentalmente quando fisicamente, têm mais facilidade para ter orgasmos sem a estimulação do clitóris. Por isso, se cuidar e conhecer o próprio corpo é essencial antes de sair por aí procurando um homem com o pênis avantajado.

FightBack: o aplicativo defensor das indianas

3 abr

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Os casos de estupro na Índia não são poucos e nem recentes, mas ganharam destaque nos noticiários internacionais neste ano de 2013. Parece que finalmente o mundo resolveu abrir os olhos para a terrível situação das mulheres nesse país.  Recentemente, um aplicativo mobile de segurança tornou-se um aliado dessas mulheres vítimas de agressão. Conheçam o FigthBack, ou “Berra de volta”.

O aplicativo foi criado em 2011 por duas jornalistas de Nova Deli, cidade onde mais acontecem estupros na Índia. No início era cobrada uma assinatura anual de INR 110, o equivalente a $ 1,83, para usá-lo. No entanto, após os recentes casos expostos de estupro e violência contra as mulheres na capital Nova Deli e em todo o resto da Índia,  o software foi disponibilizado gratuitamente e ganhou popularidade entre as mulheres. Uma negociação para integrar  o aplicativo com o sistema de polícia de Nova Deli está em andamento.

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Ele está disponível para Android, Blackberry e smartphones Nokia, e usa tecnologias como GPRS, GPS e SMS. A inscrição pode ser feita por um cadastro contendo nome e e-mail, ou através de login com sua conta do Facebook, além do número de celular, é claro. O aplicativo funciona da seguinte maneira: a pessoa segura um botão chamado botão do pânico durante 5 segundos e uma mensagem de SOS é enviada para o portal do FightbBack com a localização exata do alerta através do Google Maps. Ao mesmo tempo, é enviada uma SMS para cinco contatos de emergência escolhidos pela usuária no momento do cadastro.

mapa

Se a pessoa possuir uma conta no Facebook, o alerta também pode ser compartilhado para todos os amigos da usuária nessa rede. O status na timeline é atualizado com a mensagem de SOS, contendo a localização da pessoa. No portal, os alertas estão abertos para exibição pública, mas  não revelam a identidade da vítima.

A intenção é ótima, mas parece que para garantir a ajuda às mulheres indianas, o FightBack ainda precisa fazer ajustes. Algumas testaram o aplicativo e relataram problemas como: complicação para configurar, consumo rápido de bateria do celular, falta de atalhos para agilizar o pedido de socorro e demora no envio das SMS’s.

Ação usa manequins de estilista famosa como vítimas de violência doméstica

2 abr

Várias campanhas ao redor do mundo foram feitas para concientizar a sociedade sobre a violência doméstica, mas o assunto ainda causa desconforto e contradição e os números desse tipo de violência continuam enormes. Para abrir mais uma vez a discussão sobre o tema, a estilista Vivienne Westwood expôs seus manequins com manchas de hematomas e conseguiu chamar a atenção.

Quem passou pelas vitrines das lojas da estilista se surpreendeu ao ver junto às suas criações,  manequins exibindo machucados parecidos com os das vítimas de violência doméstica. A ação  foi realizada na loja da estilista na Itália e chamou a atenção da imprensa local: foi divulgada por noticiários de tv, jornais digitais e impressos e revistas.

Além da imagem chocante dos manequins cheios de hematomas e da reação das pessoas ao vê-los, o case da ação criada pela agência Leo Burnett Milan exibiu dados sobre a violência praticada contra as mulheres por seus maridos, namorados e parceiros. No ano de 2012, 120 mulheres foram mortas na Itália, vítimas de violência doméstica. É uma média de 1 morte a cada 3 dias.

Um dos manequins da vitrine de Vivienne Westwood

Um dos manequins da vitrine de Vivienne Westwood

No Brasil,  os números são ainda piores. Mais de duas mil mulheres por dia registram queixa  e  a cada 4 minutos uma é morta vítima de violência doméstica, segundo o ministério público. O Machismo (46%) e o alcoolismo (31%) são apontados como principais causas. A agressão física é a mais comentada, mas outros tipos de agressão também são considerados violência doméstica.

O que é violência doméstica?

  • Agressões físicas: empurrar, bater, golpear, morder, chutar, arremessar objetos contra uma pessoa, utilizar uma arma, forçar sexo ou carícias, estuprar, asfixiar;
  • Isolamento: proibí-la de ver pessoas; controlar suas companhias e conversas; querer controlar o seu paradeiro o tempo todo;
  • Agressão Emocional: xingá-la; colocá-la para baixo; fazer chantagem emocional; humilhá-la em público;
  • Agressão econômica: tomar o seu dinheiro; obrigá-la a pedir por dinheiro; controlar todo o dinheiro;
  • Agressão sexual: tratá-la como um objeto sexual; forçá-la a fazer sexo ou a ter atitudes sexuais quando você não queira;
  • Usar as crianças: usar as visitações como um pretexto para perturbá-la; pressionar as crianças para obter informações a seu respeito; insultá-la na presença das crianças;
  • Ameaças: dizer que vai levar as crianças embora, que você nunca mais as verá novamente; ameaçar machucá-la; ameaçar denunciá-la à assistência social ou à DSS; ameaçar machucar a sua família; ameaçar machucar-se a si mesmo;
  • Insistir em estar no controle: tratá-la como uma criada; tomar as decisões importantes;
  • Intimidação: através do olhar; ferir animais de estimação; destruir sua propriedade.

 

Bohemia ironiza propagandas de cerveja e agrada mulheres

31 mar

Essa semana a marca de cerveja Bohemia lançou uma nova campanha de marketing nas mídias tradicionais e redes sociais que chamou a atenção. Conhecida como uma marca tradicional, ela acertou em cheio quando inovou e zombou de maneira inteligente aquela velha combinação do marketing nessa área: cerveja gelada + mulher pelada. A publicidade saiu do lugar comum e conseguiu a simpatia das mulheres.

Diretoria de velhinhos da Bohemia

Diretoria de velhinhos da Bohemia

A propaganda se passa na festa de abertura da Cervejaria Bohemia em Petrópolis para a visitação do público. Estão presentes a diretoria da marca, composta por velhinhos mágicos, e o novo diretor de marketing: um rapaz jovem. A diretoria está feliz e parabeniza o rapaz pela idéia de abrir a  cervejaria para visitação. Empolgado, o jovem afirma: “O próximo passo é colocar umas mulheres gostosas no comercial. A propaganda das outras cervejas tá mais jovem que a nossa.” Então um dos diretores provoca: “Ótimo. Quem gosta de propaganda assiste a deles. Quem gosta de cerveja, bebe a nossa.” Todos sorriem e um dos velhinhos vira-se para o rapaz e finaliza sacaneando: “Chupa!”.

O uso desse discurso divertido e ao mesmo tempo de desdém ao clichê da mulher objeto nas propagandas de cerveja não foi à tôa. A Bohemia é líder do seguimento Premium no Brasil: tipo de cerveja que costuma ser mais caro e é mais consumido por mulheres.  No geral, o consumo de cerveja pelo público feminino vem crescendo. De acordo com uma pesquisa de 2010 da Latin Panel, uma das maiores empresas de pesquisa de consumo da América Latina, a cerveja é a bebida preferida de 41,6% das mulheres. Seis porcento a mais em relação à mesma pesquisa feita em 2008.

O público feminino ainda não é maioria e nem consome tanta cerveja quanto o masculino, mas influi de outras maneiras no mercado da cerveja. As mulheres são maioria nos pontos de venda: a Associação Global de Marketing de Varejo estima que elas representam 70% dos consumidores nestes locais e têm grande influência nas escolhas de familiares, parceiros e amigos.

A cerveja é a bebida preferida de 41,6% das mulheres

Cerveja é a bebida preferida de 41,6% das mulheres

Mesmo com esse crescimento notável do interesse das mulheres pela cerveja, ainda não há um produto feito especificamente para elas. A primeira sommelier de cervejas do Brasil, Cilene Saorin, explica: “Não existe uma cerveja específica para mulheres ou para homens. Existe um comportamento diferente em relação ao consumo”.

Outras marcas já perceberam essa mudança no público consumidor de cerveja e fizeram abordagens menos clichês em suas campanhas publicitárias. A mulher passou de recompensa por comprar a cerveja à apreciadora e consumidora da mesma. “O mercado brasileiro se deu conta de que a maneira como retratava a mulher estava desatualizada . Foi quando as empresas começaram a colocá-la ao lado do homem”, disse João Livi, diretor de criação da agência de publicidade Talent e responsável por campanhas das marcas Bavária, Bavária Premium e Xingu, da Heineken.

Vale lembrar : o Conar, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, proíbe propagandas onde há apelo à sensualidade como principal conteúdo da mensagem e modelos publicitários tratados como objeto sexual.

Abaixo, a propaganda da Bohemia e de outras marcas que usaram um discurso diferente na hora de promoverem  sua cerveja: