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Livros e vibradores para desmistificar o orgasmo feminino

9 mai

Livros e vibradores para desmistificar o orgasmo feminino

Desmistificar o orgasmo feminino: é essa a intenção do projeto brasileiro Gozando de um bom livro. Ele é inspirado no Hysterical Literature, do fotógrafo Clayton Cubit,  que traz mulheres lendo seus contos eróticos favoritos enquanto são estimuladas por um vibrador.

Assim como no projeto americano, o Gozando de um bom livro tenta mostrar o constraste entre a cultura e a sexualidade, já que o orgasmo feminino e o tema sexo em geral, ainda são um tabu em muitas sociedades e religiões. A principal diferença entre  o projeto americano e o brasileiro é o público apresentado nos vídeos. Enquanto no Hysterical Literature as leitoras são atrizes pornôs, nos vídeos brasileiros elas são mulheres “comuns”, de qualquer idade, raça, classe social ou profissão.

A escolha da literatura a ser lida também é diferente. Qualquer tipo de livro pode ser escolhido pela participante, menos os que tenham temática sexual. A idealizadora do Gozando com um bom livro, Alicia, explicou essas diferenças:Acrescentamos um novo conceito, a começar pela própria literatura escolhida, que tem total ausência de cunho sexual. A própria modelo faz a escolha do livro que irá ler sob a nossa orientação, desde que seja sobre um assunto que ela não tenha nenhum estímulo, que ela deteste, que seja completamente desestimulante. Também adotamos mulheres comuns, pois queríamos retratar mulheres reais, que você pode encontrar no ponto de ônibus ou na fila do pão.”

Para Alícia, a maior dificuldade enfrentada pelas participantes dos vídeos nem é a vergonha em expor um momento íntimo, e sim o medo do julgamento das pessoas. “Não importa o quanto digam que o Brasil é um país sexualmente desenvolvido e que abusa da sensualidade. Ainda vivemos em um país hipócrita, em que uma moça pode dizer que foi na balada “fritar”, mas não pode dizer que foi em um sexyshop”, afirmou.

O grupo do Gozando de um bom livro é formado por Alicia, Adriano (@blogpapaichegou) e o @onifodente. Os vídeos são feitos pela SF13 Produções com a ajuda da assistente de produção Elaine e a direção de Pedro Diniz. Eles planejam  fazer uma versão masculina.

Vídeo da Hysterical Literature, com a atriz pornô Stoya:

Vídeo do Gozando de um bom livro, com Elaine:

Japonesas pagam para dormir de conchinha com desconhecidos

25 abr
Quer conchinha? Escolha com quem e pague

Quer conchinha? Escolha com quem e pague

Se tem um povo que entende da síndrome do forever alone é o japonês. Vez ou outra eles aparecem com uma novidade pra tentar diminuir a solidão. A  “invenção” da vez é pagar para dormir de conchinha com um desconhecido. É isso aí: os japoneses estão colocando a mão no bolso para passar algumas horinhas nos braços quentinhos de outra pessoa.

O serviço foi inspirado em uma novela japonesa chamada Shimshima. Sua protagonista passa a ter insônia após se divorciar do marido. Ela percebe que a falta de sono é causada pela ausência de um ombro masculino para se aconchegar e resolve criar um serviço idêntico ao da Soine-ya Prime que, em japonês significa “loja de dormir junto”.

Fora da teledramaturgia, a loja de dormir junto surgiu em 2011. No início, o serviço era oferecido apenas para mulheres, mas o sucesso foi tanto que os homens também resolveram copiar. Mas engana-se quem pensa que a conchinha é uma desculpa para atividades mais quentes. Durante o serviço não pode haver qualquer envolvimento sexual. É totalmente proibido tomar banho junto, tocar as genitais e colocar a mão por baixo das roupas, ou qualquer coisa do tipo.

O envolvimento físico é controlado, mas tem espaço para o romantismo e outras coisinhas mais práticas nesse aluguel. Pode-se combinar um jantar romântico ou pedir ao rapaz para prestar serviços domésticos. Sim, ele está disponível para dar carinho, cozinhar e até fazer a faxina na casa. É quase o homem perfeito.

Brincadeirinhas à parte, é claro que um servicinho como esse não sairia barato. O serviço do faxineiro carinhoso custa 487 dólares por 10 horas para cada mulher. Para os homens, a conchinha e a faxina saem mais caras: 645 dólares pelo período de 10 horas.

Ainda não se tem notícia de um serviço como esse no Brasil. Será que rola um medo de as pessoas não respeitarem as regras?

Para dar uma espiada no elenco disponível para a conchinha no Japão, é só clicar aqui: http://soine-prime.com/mens.html

Os benefícios da conchinha

Depois de saber que pessoas estão pagando caro apenas para dormir de conchinha com alguém, fica no mínimo uma indagação. Afinal, o que danado essa conchinha tem de tão bom? Poderia a ciência explicar?

De acordo com uma reportagem publicada no The Wall Street Journal, ela pode. Mesmo com os incômodos de se passar uma noite com o braço “preso”, cabelo no rosto e sem poder se esparramar na cama, a famosa conchinha ainda traz muitos benefícios. Ela melhora a qualidade do sono e diminui o nível de estresse nas pessoas.

Foi o que descobriu a pesquisa feita pela professora de psiquiatria e psicologia da Universidade de Universidade de Pittsburgh (EUA), Wendy M. Durante o sono, os níveis do cortisol, hormônio responsável por manter a pessoa em alerta, diminuem no sangue. Se os níveis desse hormônio estiverem altos, a pessoa fica estressada.

É comprovado: dormir de conchinha faz bem à saúde

É comprovado: dormir de conchinha faz bem à saúde

Por isso é tão importante ter um bom período de sono. Quando se dorme acompanhado, os níveis do hormônio ocitocina, chamado de “hormônio do amor”, vão às alturas e isso contribui ainda mais para a regulagem do cortisol.

Isso acontece porque você se sente mais protegido e seguro quando dorme com alguém. Então, o corpo mais relaxado, entende que não há motivo para produzir tanto cortisol.

Se além da conchinha, a noite ainda tiver sexo, os benefícios podem ser ainda maiores. Não é à tôa a ideia de que quem tem uma boa vida sexual, costuma ser uma pessoa mais agradável. Uma grande quantidade de ocitocina é liberada depois da atividade sexual, ativando áreas do cérebro que atuam no senso de generosidade, sociabilidade e sensibilidade. Após um orgasmo, os níveis desse hormônio sobem em média 40%.

A ocitocina também combate inflamações e ajuda o sistema digestivo a funcionar melhor.

Para mulheres histéricas, vibrador

22 abr

Paciente histérica

O post de hoje traz uma dica de filme que aborda, baseado em fatos históricos, a motivação e criação do acessório sexual mais usado no mundo: o vibrador. Histeria é o nome do filme e da doença diagnosticada em metade das mulheres da Inglaterra no século 19, época em que se passa o longa metragem.

Mulheres briguentas, desobedientes ou que simplesmente não agissem de acordo com o esperado pela sociedade na época, eram diagnosticadas como histéricas. Era assim desde a Grécia Antiga. Filósofos renomados como Hipócrates e Platão defendiam essa ideia. Para eles, o ventre era como uma criatura viva que vagava pelo corpo da mulher, causando os sintomas da histeria. O nome da doença vem justamente daí: histeria se origina da palavra grega hysteria, cujo significado é útero.

O filme mostra de maneira bem humorada como essa doença era tratada no século 19: através de estímulos sexuais, muitas vezes feitos pelos próprios médicos. Mas o objetivo não era proporcionar prazer à essas mulheres. Na época acreditava-se que somente os homens eram capazes de sentir prazer. Os orgasmos femininos, chamados de praximos histéricos, seriam apenas descargas elétricas do sistema nervoso. Os médicos especialistas em histeria acreditavam que ao provocar essa descarga do sistema nervoso, poderiam curar as mulheres histéricas.

Dr. Robert Dalrymple ensinando o método da massagen vaginal

Dr. Robert Dalrymple ensinando o método da massagem vaginal

Insônia, irritabilidade, perda de apetite, nervosismo, tristeza sem motivo aparente, espasmos musculares: esses e outros inúmeros sintomas eram diagnosticados como histeria. No filme, o Dr. Robert Dalrymple (Jonathan Pryce) é um desses especialistas em doenças de senhoras, com uma grande clientela  bastante satisfeita com suas massagens vaginais. A procura pelo tratamento é tanta, que o médico precisa contratar um assistente. O escolhido para o cargo é o Dr. Mortimer Granville (Hugh Dancy), um rapaz apaixonado pela profissão, mas que não consegue durar em um emprego por conta de sua visão inovadora da medicina.

Ao conseguir o emprego, Mortimer conhece as duas filhas do Dr. Robert. Uma é Emily (Felicity Jones), comportada e submissa. A outra é Charlotte (Maggie Gyllenhaal), revoltosa e com pensamentos avançados para uma mulher inglesa do século 19.  Essa personagem traz o outro tema abordado no filme: o papel das mulheres na sociedade.

Charlotte: considerada histérica por querer direitos iguais para as mulheres

Charlotte: considerada histérica por querer direitos iguais para as mulheres

O jovem doutor aprende rapidamente o método da massagem vaginal e conquista novas clientes para o consultório, cada vez mais assíduas e satisfeitas com as consultas. Tanto trabalho acaba causando uma lesão na mão do Dr. Mortimer, o deixando incapaz de realizar o tratamento de histeria nas pacientes. É nesse momento que a necessidade cria a oportunidade, e em parceira com seu amigo Edmund St John-Smythe (Rupert Everett), o médico cria um massageador elétrico, futuramente chamado de vibrador.

Ao mesmo tempo,  o rapaz se interessa por Emily, mas a convivência com a impetuosa e desconcertante Charlotte o faz questionar seus métodos e convicções, assim como seus sentimentos. Seria a histeria mesmo uma doença, ou apenas a manifestação da insatisfação feminina em uma sociedade machista?

Trailer do filme:

 

Vibradores melhoram vida sexual das mulheres

Mulheres que usam  vibrador tem melhor vida sexual, diz pesquisa

Um estudo publicado no “Journal of Sexual Medicine” concluiu que a utilização do vibrador estimula comportamentos saudáveis e aumenta a cumplicidade entre os casais. A pesquisa foi feita  no Centro de Promoção da Saúde Sexual da Universidade do Indiana e contou com a participação de 3.800 mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 68 anos.

Entre as participantes do estudo,  52% afirmou já ter usado um vibrador. Dessas,  83% usou o acessório para estimular o clitóris, enquanto  64% o usou no interior da vagina. Segundo os investigadores, a maior qualidade na vida sexual das mulheres que utilizam o vibrador é evidente. “As utilizadoras tinham níveis mais elevados de excitação, orgasmo, lubrificação e menos dor”, afirmaram. Além disso, as utilizadoras do acessório sexual costumam consultar o ginecologista e fazer exames para diagnosticar câncer de mama com mais frequência.

Esse comportamento mais responsável com o próprio corpo faria parte do autoconhecimento estimulado pelo vibrador. “Muitas mulheres têm vergonha  de se tocar, de conhecer o seu corpo. E a mulher que se masturba, com ou sem vibrador, se conhece melhor e sabe quando uma secreção está alterada ou se há algo diferente em seu corpo”, de acordo com a ginecologista e sexóloga Carolina Ambroguini, do departamento de ginecologia da Unifesp.

O uso do vibrador também pode ajudar no relacionamento sexual do casal. As experiências positivas e prazerosas conseguidas com o acessório, estimulariam as mulheres a sentir mais vontade de fazer sexo com seus parceiros. A quebra da rotina e o incentivo de joguinhos nas relações sexuais também seriam outros pontos positivos, segundo os investigadores do estudo.

A maior parte das mulheres da pesquisa afirmou não sentir efeitos secundários associados ao uso de vibrador. Apenas  16% afirmou ter sentido dormência nos órgãos genitais por pelo menos um dia.

Estudo afirma: Elas preferem homens com pênis grande

9 abr

Algumas disfarçam, falam que esse fator não influi no prazer, outras dizem não ter opinião sobre o assunto, mas uma pesquisa confirmou: as mulheres preferem homens com pênis grande. Se o homem for alto, aí a expectativa em relação ao tamanho do órgão sexual é ainda maior. Mas então qual seria um tamanho considerado pequeno ou grande? E o tamanho do órgão sexual masculino influi ou não no prazer da mulher?

O estudo foi feito por cientistas da Australian National University, localizada em Camberra, capital da Austrália. As características da genitália masculina foram relacionas com dois outros traços que mostraram ser fatores importantes na escolha dos parceiros pelas mulheres: altura e proporção entre a largura dos ombros e dos quadris.

Um grupo de 105 mulheres australianas observou 53 imagens em tamanho natural criadas em computador e que misturavam as três variáveis. No total, 343 combinações foram criadas e avaliadas segundo a atratividade causada por elas. As mulheres não sabiam que o principal ponto da pesquisa era o tamanho do pênis em repouso, mas demonstraram preferência pelos modelos maiores. Os outros dois critérios tiveram influência menor na hora da avaliação das mulheres.

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Durante a pesquisa, observou-se que as mulheres passavam mais tempo olhando as imagens com os órgãos sexuais masculinos mais avantajados. Homens mais altos e com os maiores pênis  foram os mais bem avaliados. Segundo Brian Mautz, principal autor do estudo, há uma explicação para isso: “A influência do tamanho do pênis aumenta quanto mais alto for o homem. Isso acontece por uma questão de perspectiva, que faz com que um pênis normal em um homem muito alto pareça menor”.

Os pesquisadores tentaram diminuir ao máximo a influência de outros fatores para que a pesquisa fosse mais conclusiva. Para isso, não colocaram nas imagens características étnicas ou de aparência geral.  Mesmo com um número relativamente baixo de mulheres usadas no estudo, os cientistas acreditam que ela responde se o tamanho é mesmo documento. “Nossa conclusão é de que em alguns aspectos sim, o tamanho do pênis é documento para a atração masculina”, disse Brian Mautz.

Ainda segundo os cientistas, o ser humano é um dos animais com o maior pênis em relação ao tamanho do corpo. A preferência das mulheres por homens mais avantajados pode ser uma das explicações para o fato. Isso por que antes do surgimento do vestuário, o pênis ficava totalmente à vista das potenciais parceiras e ao escolherem os maiores, elas teriam ajudado na evolução do relativamente grande pênis humano.

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Outra pesquisa publicada no Journal of Sexual Medicine no fim do ano passado, vai ainda mais longe: afirma que o tamanho do pênis influi na hora de agradar uma mulher na cama.  A ciência define o tamanho médio do órgão sexual masculino em 14,9 cm, em estado ereto. Para ser considerado pequeno, o pênis precisa medir menos de 7 centímetros,  quando ereto. Após definirem esses valores, os pesquisadores perguntaram se as mulheres tinham mais orgasmos com um pênis considerado pequeno ou um considerado grande. A maior parte delas afirmou que quanto maior o pênis, melhor. Mas essa avaliação se refere apenas aos orgasmos vaginais. De acordo com uma série de artigos publicados no mesmo jornal, uma mulher pode ter orgasmos vaginais e clitorianos. Para a maioria, é mais fácil atingir o clímax através da estimulação do clitóris. Muitas não conseguem chegar ao orgasmo apenas com a estimulação peniana. Estaria aí a vantagem dos homens com pênis maiores. Um pênis maior tem mais habilidade para estimular toda a extensão da vagina e o colo do útero”, afirma Brody, autor da pesquisa.

Mas a responsabilidade de uma mulher  chegar a um orgasmo vaginal  não fica apenas por conta do homem. Segundo um artigo publicado no mesmo Journal of Sexual Medicine, mulheres mais saudáveis, tanto mentalmente quando fisicamente, têm mais facilidade para ter orgasmos sem a estimulação do clitóris. Por isso, se cuidar e conhecer o próprio corpo é essencial antes de sair por aí procurando um homem com o pênis avantajado.

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