Saia é coisa apenas de mulher?

15 mai

homem de saia

Para mais de 2.500 pessoas confirmadas no evento USP de saia!, não. Esse é o nome da manifestação que acontecerá na próxima quinta-feira na Universidade de São Paulo, USP. A idéia da manifestação surgiu após um estudante da universidade ser alvo de críticas e preconceito por ir às aulas trajando uma saia.

O estudante em questão é Vitor Pereira, de 20 anos, calouro do curso de têxtil e moda da USP. Ele conta que pessoalmente percebeu apenas alguns olhares estranhos e até recebeu elogios, mas depois começaram a chegar xingamentos anônimos na sua conta do Facebook. Depois disso, Vitor resolveu criar a página Homens de saia ,na mesma rede social, para defender a opção de usar saia e divulgar imagens de outros homens que usam a vestimenta ao redor do mundo.

Vítor Pereira: "Me sinto mais confortável usando saia do que um par de calças."

Vitor Pereira: “Me sinto mais confortável usando saia do que um par de calças.”

Para Vitor, a moda transcende os gêneros. Ele acreditava ser essa a opinião da maioria dos estudantes da USP, baseado em pesquisas feitas na própria faculdade. Por isso se surpreendeu com a repercussão negativa do seu ato. “Achei que fosse haver alguns olhares, porque é uma coisa incomum, mas não a ponto de receber ofensa. Sempre tive uma outra visão da USP, de que o pessoal tinha a mente mais aberta”, afirmou Vítor.

Apesar da repercussão ter sido maior agora, Vitor não foi o primeiro na USP a usar saia. Em 2011, o aluno Augusto Paz, de 21 anos, vestiu a peça como parte de uma experiência proposta pela professora da disciplina de sociologia da moda. Para realizar a experiência chamada de teste de desconforto psicológico, o aluno tinha que escolher uma peça de roupa que nunca usaria, ir até a faculdade com ela e observar a reação das pessoas e como ele próprio se sentia.

A primeira saia usada por Augusto, para o teste de desconforto psicológico

A primeira saia usada por Augusto, para o teste de desconforto psicológico

Depois do teste, Augusto resolveu adotar a saia para o seu dia-a-dia. “Acabei descobrindo que  a saia é bem confortável e resolvi comprar outros modelos. Compro minhas saias em brechós, procuro o modelo de kilt (saia masculina típica da Escócia). Fizemos uma pesquisa no ano passado, é muito difícil encontrar saia para homem”, disse o estudante.

Os rapazes vêem muitas vantagens em usar saias. Além de ser uma boa opção para os dias mais quentes, a peça também muda o comportamento e a postura de quem a usa. “É engraçado ver como uma peça de roupa mexe no visual. Até a maneira de andar muda”, afirmou Augusto. “Minha postura tem que ser melhor para não parecer estranho”, explicou Vitor.

Mesmo assim, eles não usam a saia sempre que sentem vontade. O motivo é o medo da violência. Augusto já passou por uma situação constrangedora: em 2012, um aluno da USP tentou tirar uma foto por baixo da sua saia. No primeiro dia em que usou a peça, Vítor recebeu além de olhares, um xingamento do motorista do ônibus que pegou para ir até a faculdade.

Vítor e Augusto na USP (Foto: Flávio Moraes/G1)

Vitor e Augusto na USP (Foto: Flávio Moraes/G1)

A professora da disciplina de história da moda e sociologia da moda da USP, Suzana Avelar, não entende tanta estranheza das pessoas em relação ao assunto. “A saia sempre foi uma vestimenta masculina. Até o Renascentismo, homens e mulheres vestiam as mesmas roupas. Gostaria que as pessoas pensassem a respeito disso”, disse Suzana.

Já o professor de psicologia política e de sociedade, multiculturalismos e direitos  da USP, Alessandro Soares da Silva, não se surpreendeu com a reação negativa das pessoas. Para ele, a nossa sociedade educa para a enfermidade. É criado um sujeito-referência: branco, eurocêntrico, culto, bonito, sem deformidades, heterossexual e pai de filhos, não de filhas. Todas as pessoas diferentes desse sujeito são consideradas inferiores e alvos de preconceito.

Para ele, a atitude de alguns em relação aos meninos é o reflexo disso. “O preconceito aparece nas reações a homens que ocupam espaços que a sociedade quer restringir apenas às mulheres. O primeiro xingamento que se aprende é comparar o homem à mulher, como se ser mulher fosse algo pior. Há que se pensar na igualdade de gênero.”

Quem quiser apoiar esse movimento em favor à igualdade de gênero, pode se juntar ao grupo USP de saia!  e comparecer ao protesto pacífico que irá ocorrer no próximo dia 16 de maio, às 18h, no centro do campus da USP. Os organizadores pedem que os participantes homens saim de casa usando saias e para as mulheres, qualquer outro tipo de transgressão é válida, como gravatas e calças largas. Discussões sobre o assunto também serão travadas no dia.

Outro evento acontecerá no mesmo dia no Centro Acadêmico Armando de Salles, em São Carlos (SP), para apoiar o direito de cada um se vestir como quiser. É o CAASO DE SAIA. Ele já conta com a participação da banda Ponto 50 e com o apoio do conhecido cartunista Laerte Coutinho.

Livros e vibradores para desmistificar o orgasmo feminino

9 mai

Livros e vibradores para desmistificar o orgasmo feminino

Desmistificar o orgasmo feminino: é essa a intenção do projeto brasileiro Gozando de um bom livro. Ele é inspirado no Hysterical Literature, do fotógrafo Clayton Cubit,  que traz mulheres lendo seus contos eróticos favoritos enquanto são estimuladas por um vibrador.

Assim como no projeto americano, o Gozando de um bom livro tenta mostrar o constraste entre a cultura e a sexualidade, já que o orgasmo feminino e o tema sexo em geral, ainda são um tabu em muitas sociedades e religiões. A principal diferença entre  o projeto americano e o brasileiro é o público apresentado nos vídeos. Enquanto no Hysterical Literature as leitoras são atrizes pornôs, nos vídeos brasileiros elas são mulheres “comuns”, de qualquer idade, raça, classe social ou profissão.

A escolha da literatura a ser lida também é diferente. Qualquer tipo de livro pode ser escolhido pela participante, menos os que tenham temática sexual. A idealizadora do Gozando com um bom livro, Alicia, explicou essas diferenças:Acrescentamos um novo conceito, a começar pela própria literatura escolhida, que tem total ausência de cunho sexual. A própria modelo faz a escolha do livro que irá ler sob a nossa orientação, desde que seja sobre um assunto que ela não tenha nenhum estímulo, que ela deteste, que seja completamente desestimulante. Também adotamos mulheres comuns, pois queríamos retratar mulheres reais, que você pode encontrar no ponto de ônibus ou na fila do pão.”

Para Alícia, a maior dificuldade enfrentada pelas participantes dos vídeos nem é a vergonha em expor um momento íntimo, e sim o medo do julgamento das pessoas. “Não importa o quanto digam que o Brasil é um país sexualmente desenvolvido e que abusa da sensualidade. Ainda vivemos em um país hipócrita, em que uma moça pode dizer que foi na balada “fritar”, mas não pode dizer que foi em um sexyshop”, afirmou.

O grupo do Gozando de um bom livro é formado por Alicia, Adriano (@blogpapaichegou) e o @onifodente. Os vídeos são feitos pela SF13 Produções com a ajuda da assistente de produção Elaine e a direção de Pedro Diniz. Eles planejam  fazer uma versão masculina.

Vídeo da Hysterical Literature, com a atriz pornô Stoya:

Vídeo do Gozando de um bom livro, com Elaine:

Bem me quer, mal me quer: um romance não tão romântico

30 abr

BMQ

O post de hoje traz mais uma dica de filme. Dessa vez é um romance, afinal até a mulher menos romântica desse mundo, uma vez ou outra acaba se rendendo ao gênero. Em período de TPM então, o risco é maior ainda. Para não cair na cilada de escolher na pressa qualquer romancezinho bobo e se decepcionar, a sugestão é o longa metragem francês Bem me quer, mal me quer.

Na verdade ele é um romance bobo…mas só no começo. Quem gosta de uma história com mais elementos além do clichê mocinha + imprevisto + mocinho = amor, pode ficar tentado a parar de ver o filme.  Principalmente quando identifica a protagonista da história: Audrey Tautou. Qual o problema nisso? Afinal foi ela quem fez o tão comentado filme O fabuloso Destino de Amélie Poulain, não é? Perdoem-me os fãs da eterna Amélie, mas como vocês conseguem aguentar aquela cara de maria mijona? Não tem um personagem em que ela não fique com jeitinho de cachorro que foi abandonado na BR. Talvez por isso tenha se encaixado tão perfeitamente na protagonista de Bem me quer, mal me quer, a apaixonada Angélique.

Carinha de apaixonada

Carinha de apaixonada

Todo mundo conhece uma Angélique. Sabe aquela garota que mal se relaciona com um cara e já se apaixona loucamente? Ela acorda pensando nele, passa o dia pensando nele e dorme pensando nele. Todos os seus gestos são para agradar o ser amado. Não consegue passar em frente à uma lojinha de presentes sem comprar algo para ele, não se concentra mais no trabalho, passa o dia esperando a sua ligação e todos os planos para o futuro incluem o rapaz. Se você não tem uma amiga ou conhecida assim, provavelmente é você a Angélique.

É desse jeito a “mocinha” de Bem me quer, mal me quer. Uma doce artista plástica com uma paixão desmedida pelo cardiologista Loïc (Samuel Le Bihan).  Pra piorar, parece que o médico não alimenta todo esse amor por Angélique. Essa é a opinião dos amigos da artista, que tentam de várias maneirar diminuir o entusiasmo da garota com a relação.

Angélique e seu amado,  Loïc

Angélique e seu amado, Loïc

Loïc é casado e a sua mulher está grávida de cinco meses, mas irá largá-la para se casar com Angélique. Pelo menos é nisso em que a artista acredita e, esperançosa, ela marca uma viagem romântica para Florença com o amado. Mas ele não aparece e nem retorna as ligações de Angélique. Simplesmente desaparece.

Por alguns segundos, dá até para ficar com dó da garota. Pelo ponto de vista de Angélique e dos seus amigos, o médico é um monstro. Mas assim como em uma cobertura jornalística, há de se observar todas as versões do fato. É aí que a história começa a ser recontada, mas dessa vez pelo ponto de vista de Loïc.

Ô dó...

Ô dó…

Nesse instante, o conto de fadas da roteirista e diretora Laetitia Colombani, começa a parecer mais com um suspense. A obsessão de Angélique pelo cardiologista, choca o espectador a cada momento. Agora ela não é assim tão doce e nem uma garota apaixonada comum. A verdade é subjetiva. Assim como a beleza, ela está nos olhos de quem vê.

Uma história bem contada e montada, com um final surpreendente. Vale comer aquela barra de chocolate guardada para os dias de TPM, enquanto assiste a esse “romance”.

Mulheres são mais dependentes de cocaína que homens e sofrem para procurar tratamento

26 abr

mulher crack

O uso de drogas, principalmente cocaína e crack, ainda é maior entre os homens, mas um mapeamento feito no país mostrou que a dependência é maior entre as mulheres. Além disso, fatores externos tornam a procura por ajuda para se livrar das drogas, mais difícil para o sexo feminino.

Segundo dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, 54% das mulheres usuárias são dependentes da cocaína, contra 46% dos homens consumidores da droga. Esse índice abrange a droga refinada e seus subprodutos, como crack, óxi e merla. A pesquisa foi feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com a participação de 4.607 pessoas acima dos 14 anos, em 149 cidades do país, de todas as classes sociais e escolaridades.

Para a coordenadora do estudo, a psicóloga Clarice Madruga, os hormônios femininos, principalmente o estrógeno, seriam os culpados por essa maior dependência entre as mulheres. “Este hormônio potencializa os efeitos reforçadores da droga, a tornando mais prazerosa e, portanto, aumentando o seu poder de dependência”, afirma.

Carlos Salgado, psiquiatra da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), explica um pouco mais essa questão: “Nos ciclos estrogênicos, há uma disposição maior da mulher para a ação no ambiente, ou seja, para fazer mais atividades. Quando sobe o nível deste hormônio, as mulheres ficam mais impetuosas.” Mas, segundo o psiquiatra,  a dependência é multideterminada. Outros fatores influem nos dados divulgados. “Tem o ambiente, a questão cultural e a principal, a oferta maior da droga”.

Já dependentes das drogas, as mulheres encontram outra barreira para se livrarem da doença: o preconceito. É o que afirma a tese de doutorado da enfermeira psiquiátrica josélia Carneiro Domingos, desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa feita com 95 dependentes químicos atendidos pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) de Ribeirão Preto, descobriu que muitas mulheres não procuram ajuda por medo da opinião dos outros.

“A mulher sofre um estigma social muito grande. O que a leva a buscar tratamento pode ser um situação de busca de vínculo perdido com os filhos ou pais, por exemplo. Muitas delas relataram que tinham vergonha por estar fazendo tratamento em local específico para dependentes químicos. Isso às vezes as constrangia”, explica Josélia.

O psicólogo do Caps-AD, Eber de Matos, reforça a opinião da enfermeira. “A sociedade parece tolerar mais homens que bebam muito, que usem muitas drogas. Isso cria um problema para as mulheres, porque elas se envergonham mais desse uso do que o homem. Elas deixam de procurar ajuda porque supoem que serão estigmatizadas”, diz.

A pesquisa foi realizada com 42 usuárias de cocaína e 53 de crack.  Entre as usuárias de cocaína, 71,4% procurou tratamento por iniciativa própria. No caso das viciadas em crack, o número diminuiu para 62% de procura voluntária.

Efeitos do crack no corpo

- Abaixo, um pequeno bate-papo com George Lins, criador da Comunidade Terapêutica Novo tempo, localizada em Recife, PE. Ele fala um pouco mais sobre a realidade enfrentada por dependentes químicos.

É Coisa De Mulher: A procura por ajuda na Comunidade Terapêutica Novo Tempo é maior por pessoas do sexo masculino ou feminino?

George Lins: Não só em minha comunidade a procura é maior por pessoas do sexo masculino, como também em outras o numero maior é sempre de homens. Das internações, 90% são pelo uso do crack, uma droga mais usada por homens.

É Coisa De Mulher:  Os dependentes da comunidade costumam receber o apoio da família? Qual a importância desse apoio?

George Lins: Costumam e é de grande importância o apoio e participação da família no tratamento, pois no retorno ao lar eles que irão conviver com o dependente e tentar lidar da maneira mais correta com o mesmo. Na verdade, a família também adoece, pela questão da co-dependência emocional. No caso das mulheres, há uma outra preocupação por parte da família: a prostituição. Algumas delas usam o próprio corpo como moeda de troca para manter o vício.

É Coisa De Mulher: O que leva uma pessoa viciada a pedir ajuda?

George Lins: Eles pedem ajuda quando acabou a lua de mel com as drogas e já estão na situação de dor, sofrimento e desespero. Em alguns casos, nem assim eles se rendem, devido à compulsão e obsessão. Por isso existem os internamentos compulsórios, quando há uma intervenção familiar através de um laudo psiquiátrico ou até mesmo judicial,  pois a pessoa está atentando contra a própria vida e com a saúde mental comprometida para perceber a realidade em que se encontra.

É Coisa De Mulher:  Como é feito o tratamento? Há alguma diferença entre o tratamento para homens e para mulheres?

George Lins: Não há diferença no tratamento entre homens e mulheres.  Todos eles são portadores de uma doença chamada de Adicção. É uma doença comportamental que, por fim, leva ao uso abusivo de drogas. Mas é claro que cada paciente tem uma aspecto, uma característica a ser tratada em particular. Na Comunidade Terapêutica Novo Tempo nós usamos o método dos Doze Passos,  programa usado pela irmandade de Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos. Usamos um modelo de abordagem humanitária e mais direta, por levar em consideração as diferenças entre os pacientes.

É Coisa De Mulher:  Você acha que a sociedade tolera mais um homem que use drogas do que uma mulher? Por quê?

George Lins:  Sim. Pela nossa própria cultura. A mulher ainda é muito discriminada.

É Coisa De Mulher:  Quais são os principais vícios das mulheres que procuram ajuda na Comunidade Terapêutica Novo Tempo?

George Lins: São múltiplas as drogas que as trazem até nós. Mas, com certeza, as mais usadas por elas são o álcool, a cocaína e por fim, o crack.

É Coisa De Mulher:  Há quanto tempo você trabalha com dependentes químicos? Percebeu alguma mudança no público que procura ajuda?

George Lins: Já faço este trabalho com dependentes químicos desde o início de 2009. Percebi várias mudanças, principalmente na classe social. Me refiro principalmente ao crack, pois inicialmente era mais usado pela classe baixa e hoje essa droga não discrimina classe social, faixa etária, sexo… tornou-se uma epidemia.

Como entrar em contato com a Comunidade Terapeutica Novo Tempo:

Japonesas pagam para dormir de conchinha com desconhecidos

25 abr
Quer conchinha? Escolha com quem e pague

Quer conchinha? Escolha com quem e pague

Se tem um povo que entende da síndrome do forever alone é o japonês. Vez ou outra eles aparecem com uma novidade pra tentar diminuir a solidão. A  “invenção” da vez é pagar para dormir de conchinha com um desconhecido. É isso aí: os japoneses estão colocando a mão no bolso para passar algumas horinhas nos braços quentinhos de outra pessoa.

O serviço foi inspirado em uma novela japonesa chamada Shimshima. Sua protagonista passa a ter insônia após se divorciar do marido. Ela percebe que a falta de sono é causada pela ausência de um ombro masculino para se aconchegar e resolve criar um serviço idêntico ao da Soine-ya Prime que, em japonês significa “loja de dormir junto”.

Fora da teledramaturgia, a loja de dormir junto surgiu em 2011. No início, o serviço era oferecido apenas para mulheres, mas o sucesso foi tanto que os homens também resolveram copiar. Mas engana-se quem pensa que a conchinha é uma desculpa para atividades mais quentes. Durante o serviço não pode haver qualquer envolvimento sexual. É totalmente proibido tomar banho junto, tocar as genitais e colocar a mão por baixo das roupas, ou qualquer coisa do tipo.

O envolvimento físico é controlado, mas tem espaço para o romantismo e outras coisinhas mais práticas nesse aluguel. Pode-se combinar um jantar romântico ou pedir ao rapaz para prestar serviços domésticos. Sim, ele está disponível para dar carinho, cozinhar e até fazer a faxina na casa. É quase o homem perfeito.

Brincadeirinhas à parte, é claro que um servicinho como esse não sairia barato. O serviço do faxineiro carinhoso custa 487 dólares por 10 horas para cada mulher. Para os homens, a conchinha e a faxina saem mais caras: 645 dólares pelo período de 10 horas.

Ainda não se tem notícia de um serviço como esse no Brasil. Será que rola um medo de as pessoas não respeitarem as regras?

Para dar uma espiada no elenco disponível para a conchinha no Japão, é só clicar aqui: http://soine-prime.com/mens.html

Os benefícios da conchinha

Depois de saber que pessoas estão pagando caro apenas para dormir de conchinha com alguém, fica no mínimo uma indagação. Afinal, o que danado essa conchinha tem de tão bom? Poderia a ciência explicar?

De acordo com uma reportagem publicada no The Wall Street Journal, ela pode. Mesmo com os incômodos de se passar uma noite com o braço “preso”, cabelo no rosto e sem poder se esparramar na cama, a famosa conchinha ainda traz muitos benefícios. Ela melhora a qualidade do sono e diminui o nível de estresse nas pessoas.

Foi o que descobriu a pesquisa feita pela professora de psiquiatria e psicologia da Universidade de Universidade de Pittsburgh (EUA), Wendy M. Durante o sono, os níveis do cortisol, hormônio responsável por manter a pessoa em alerta, diminuem no sangue. Se os níveis desse hormônio estiverem altos, a pessoa fica estressada.

É comprovado: dormir de conchinha faz bem à saúde

É comprovado: dormir de conchinha faz bem à saúde

Por isso é tão importante ter um bom período de sono. Quando se dorme acompanhado, os níveis do hormônio ocitocina, chamado de “hormônio do amor”, vão às alturas e isso contribui ainda mais para a regulagem do cortisol.

Isso acontece porque você se sente mais protegido e seguro quando dorme com alguém. Então, o corpo mais relaxado, entende que não há motivo para produzir tanto cortisol.

Se além da conchinha, a noite ainda tiver sexo, os benefícios podem ser ainda maiores. Não é à tôa a ideia de que quem tem uma boa vida sexual, costuma ser uma pessoa mais agradável. Uma grande quantidade de ocitocina é liberada depois da atividade sexual, ativando áreas do cérebro que atuam no senso de generosidade, sociabilidade e sensibilidade. Após um orgasmo, os níveis desse hormônio sobem em média 40%.

A ocitocina também combate inflamações e ajuda o sistema digestivo a funcionar melhor.

Projetos usam tatuagem para devolver autoestima às vitimas de câncer de mama

25 abr

O câncer de mama não atinge apenas a saúde da pessoa. A estética, e consequentemente, a  autoestima de mulheres vítimas dessa doença, também é abalada. Pensando nisso, tatuadores resolveram usar a tinta para transformar uma experiência dolorosa em arte e resgatar a autoconfiança dessas mulheres.

Durante o tratamento de câncer de mama, algumas mulheres precisam passar por um processo cirúrgico chamado mastectomia. Nele, acontece a remoção de um ou dos dois seios, parcial ou completamente. Estima-se que dos 2.6 milhões de mulheres sobreviventes do câncer de mama nos EUA, 56% ficou com cicatrizes nos seios ou até mesmo sem os mamilos.

Com essa percepção, foi criado um projeto chamado P.INK ( trocadilho com a palavra pink, que significa “rosa” e ink, que quer dizer “tinta”). Ele conecta tatuadores e mulheres vítimas de câncer de mama. “O projeto é uma curadoria de inspiração para desenhos, link de artistas e mensagens de apoio para mulheres buscando um controle criativo de seus corpos pós-operação”, definiu o seu criador, Noel Franus.

P.INK2

Tatoo e autoestima: tudo a ver

A ideia surgiu quando a cunhada de Noel, Molly,  foi diagnosticada com câncer e descobriu que ficaria com cicatrizes permanentes e sem mamilos. Molly se perguntou: “se minha auréola será tatuada como parte da reconstrução, por que não começar do zero com algo novo, algo diferente?”. Noel ficou com isso na cabeça e com ajuda da agência de publicidade CP+B, onde é diretor, percebeu aí uma oportunidade para exercitar a criatividade.

Segundo Noel, a repercussão do projeto tem sido muito positiva. O P.INK foi lançado em 21 de fevereiro e já conta com 25 tatuadores voluntários, além de receber apoio na mídia tradicional e  redes sociais. É justamente através de uma rede social, o Pinterest, que o projeto compartilha histórias, links de artistas, mensagens de apoio e tatoos de mulheres que passaram pelo processo de mastectomia.

A famosa tatuadora Vyvyn Lazonga é voluntária do projeto P.INK.

A famosa tatuadora Vyvyn Lazonga é voluntária do projeto P.INK

O processo para participar do projeto varia de pessoa para pessoa. É difícil definir pré-requisitos, pois a pele de cada um responde de uma maneira diferente às tatuagens. Há diversos tamanhos de cicatrizes e algumas precisam de um ano ou mais até poderem ser cobertas. As tatuagens para cobrir a falta de mamilo também têm seus próprios desafios e oportunidades. Por isso, são recomendados apenas os serviços de tatuadores familiares com esse tipo de situação, que irão avaliar cada caso.

Tatuagem ornamental

Tatuagem ornamental

E a procura tem sido grande. Até mesmo mulheres que antes não cogitavam fazer uma tatuagem, mudaram de opinião após passarem por um câncer de mama e conhecerem o P.INK.  “Eles recusam a deixar o câncer definí-los. Uma tatuagem pode ter um papel importante no processo de cura, já que dá aos pacientes a sensação de controle, algo que eles não experimentam há anos. Isso é poderoso. Acho que esse é a grande missão dos designers: melhorar a vida dos outros, às vezes de um jeito completamente inesperado”, afirmou Noel Franus.

Aqui no Brasil também existe uma inciativa desse tipo. É o Projeto Cicatrizar. Ele também faz o contato entre tatuadores voluntários e mulheres vítimas do câncer de mama interessadas em fazer uma tatuagem. A tatoo pode ser reconstrutora, como a auréola por exemplo, ou ornamental, que cobre a cicatriz da mastectomia ou do retalho das costas.

Exemplo de tatuagem reconstrutora

Exemplo de tatuagem reconstrutora

Quem for de Goiana ou puder der uma passada por lá, pode aproveitar o festival Tatoo Rock Fest que acontecerá em Junho, para fazer a sua tatuagem. O festival firmou uma parceria com o Projeto Cicatrizar e a Revista Tatoo Rock e irá oferecer tatuagens de graça durante o evento. Os artistas tatuadores interessados em participar podem entrar em contato com Danilo Gonçalves (https://www.facebook.com/DANILOTATTOOROCKFEST) ou pelo e-mail tattoorockfest@gmail.com.

Para se informar e participar do projeto Cicatrizar é só entrar em contato com a Larissa Egea ou a Ludmilla Almeida pela página do blog (http://projetocicatrizar.blogspot.com.br/) ou pelo Facebook (https://www.facebook.com/ProjetoCicatrizar).

Para mulheres histéricas, vibrador

22 abr

Paciente histérica

O post de hoje traz uma dica de filme que aborda, baseado em fatos históricos, a motivação e criação do acessório sexual mais usado no mundo: o vibrador. Histeria é o nome do filme e da doença diagnosticada em metade das mulheres da Inglaterra no século 19, época em que se passa o longa metragem.

Mulheres briguentas, desobedientes ou que simplesmente não agissem de acordo com o esperado pela sociedade na época, eram diagnosticadas como histéricas. Era assim desde a Grécia Antiga. Filósofos renomados como Hipócrates e Platão defendiam essa ideia. Para eles, o ventre era como uma criatura viva que vagava pelo corpo da mulher, causando os sintomas da histeria. O nome da doença vem justamente daí: histeria se origina da palavra grega hysteria, cujo significado é útero.

O filme mostra de maneira bem humorada como essa doença era tratada no século 19: através de estímulos sexuais, muitas vezes feitos pelos próprios médicos. Mas o objetivo não era proporcionar prazer à essas mulheres. Na época acreditava-se que somente os homens eram capazes de sentir prazer. Os orgasmos femininos, chamados de praximos histéricos, seriam apenas descargas elétricas do sistema nervoso. Os médicos especialistas em histeria acreditavam que ao provocar essa descarga do sistema nervoso, poderiam curar as mulheres histéricas.

Dr. Robert Dalrymple ensinando o método da massagen vaginal

Dr. Robert Dalrymple ensinando o método da massagem vaginal

Insônia, irritabilidade, perda de apetite, nervosismo, tristeza sem motivo aparente, espasmos musculares: esses e outros inúmeros sintomas eram diagnosticados como histeria. No filme, o Dr. Robert Dalrymple (Jonathan Pryce) é um desses especialistas em doenças de senhoras, com uma grande clientela  bastante satisfeita com suas massagens vaginais. A procura pelo tratamento é tanta, que o médico precisa contratar um assistente. O escolhido para o cargo é o Dr. Mortimer Granville (Hugh Dancy), um rapaz apaixonado pela profissão, mas que não consegue durar em um emprego por conta de sua visão inovadora da medicina.

Ao conseguir o emprego, Mortimer conhece as duas filhas do Dr. Robert. Uma é Emily (Felicity Jones), comportada e submissa. A outra é Charlotte (Maggie Gyllenhaal), revoltosa e com pensamentos avançados para uma mulher inglesa do século 19.  Essa personagem traz o outro tema abordado no filme: o papel das mulheres na sociedade.

Charlotte: considerada histérica por querer direitos iguais para as mulheres

Charlotte: considerada histérica por querer direitos iguais para as mulheres

O jovem doutor aprende rapidamente o método da massagem vaginal e conquista novas clientes para o consultório, cada vez mais assíduas e satisfeitas com as consultas. Tanto trabalho acaba causando uma lesão na mão do Dr. Mortimer, o deixando incapaz de realizar o tratamento de histeria nas pacientes. É nesse momento que a necessidade cria a oportunidade, e em parceira com seu amigo Edmund St John-Smythe (Rupert Everett), o médico cria um massageador elétrico, futuramente chamado de vibrador.

Ao mesmo tempo,  o rapaz se interessa por Emily, mas a convivência com a impetuosa e desconcertante Charlotte o faz questionar seus métodos e convicções, assim como seus sentimentos. Seria a histeria mesmo uma doença, ou apenas a manifestação da insatisfação feminina em uma sociedade machista?

Trailer do filme:

 

Vibradores melhoram vida sexual das mulheres

Mulheres que usam  vibrador tem melhor vida sexual, diz pesquisa

Um estudo publicado no “Journal of Sexual Medicine” concluiu que a utilização do vibrador estimula comportamentos saudáveis e aumenta a cumplicidade entre os casais. A pesquisa foi feita  no Centro de Promoção da Saúde Sexual da Universidade do Indiana e contou com a participação de 3.800 mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 68 anos.

Entre as participantes do estudo,  52% afirmou já ter usado um vibrador. Dessas,  83% usou o acessório para estimular o clitóris, enquanto  64% o usou no interior da vagina. Segundo os investigadores, a maior qualidade na vida sexual das mulheres que utilizam o vibrador é evidente. “As utilizadoras tinham níveis mais elevados de excitação, orgasmo, lubrificação e menos dor”, afirmaram. Além disso, as utilizadoras do acessório sexual costumam consultar o ginecologista e fazer exames para diagnosticar câncer de mama com mais frequência.

Esse comportamento mais responsável com o próprio corpo faria parte do autoconhecimento estimulado pelo vibrador. “Muitas mulheres têm vergonha  de se tocar, de conhecer o seu corpo. E a mulher que se masturba, com ou sem vibrador, se conhece melhor e sabe quando uma secreção está alterada ou se há algo diferente em seu corpo”, de acordo com a ginecologista e sexóloga Carolina Ambroguini, do departamento de ginecologia da Unifesp.

O uso do vibrador também pode ajudar no relacionamento sexual do casal. As experiências positivas e prazerosas conseguidas com o acessório, estimulariam as mulheres a sentir mais vontade de fazer sexo com seus parceiros. A quebra da rotina e o incentivo de joguinhos nas relações sexuais também seriam outros pontos positivos, segundo os investigadores do estudo.

A maior parte das mulheres da pesquisa afirmou não sentir efeitos secundários associados ao uso de vibrador. Apenas  16% afirmou ter sentido dormência nos órgãos genitais por pelo menos um dia.

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